"SWINGING SIXTIES": Londres, a capital da moda e da música na década de 1960

17.12.25 |


Quando falamos sobra a moda nos anos 1960, a primeira referência que temos é a moda nascida em Londres, cidade que se tornou berço de uma revolução cultural que deu voz e poder à juventude do Pós-Guerra. Essa efervescência cultural foi batizada de "Swinging Sixties", sintetizando o clima festivo e otimista que dominava a cidade. Neste artigo vamos falar sobre este momento marcante que influenciou a moda em todo o mundo. Vamos lá?


*conteúdo criado por humano

A revolução cultural nos anos 60


Os “Swinging Sixties” ou "Swinging 60's" foram anos de grandes mudanças na cultura, política, música e na moda. Fatos marcantes da época como a chegada do homem na lua, o assassinato de John Kennedy, o estrondoso sucesso dos Beatles, a minissaia, o festival de Woodstock, tiveram um forte impacto na expressão individual dos jovens que refletiu nas tendências de moda da década de 1960.


No início da década, a Grã-Bretanha liberou os jovens do recrutamento, até então obrigatório para integrar as forças militares. Era a geração Baby Boomer, agora jovens adultos que finalmente tiveram voz e liberdade. Os pais desta geração que experimentaram os horrores da Segunda Guerra Mundial e passaram sua juventude em campos de batalha, queriam que seus filhos aproveitassem a juventude se divertindo com mais liberdade.


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Londres 60'. Via | Studio Theatre

A juventude inglesa com o seu poder inovador e liberdade, conseguiu impor uma mudança de valores na sociedade, posicionando-se como um modelo de referência para a cultura. Os “Swinging Sixties” transformaram em apenas dez anos, uma Londres sombria e conservadora, na capital do mundo, cheia de liberdade e estilo graças a dois fatores: juventude e dinheiro. A Inglaterra estabilizou a economia depois da guerra e voltou a crescer. Lá estava também o centro da revolução sexual: a pílula foi introduzida em 1961.

 

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"Swinging Sixties". Via | Vintage Everyday

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Estilo "Swinging". Via | Vintage Everyday

Foi Diana Vreeland, editora da Vogue americana em 1965, quem definiu Londres como a cidade mais fashion da época, um verdadeiro laboratório de tendências e estilos, onde todas as tendências pareciam começar por lá. As lojas Biba, Bazaar e Ossie Clark e vitrines coloridas da Lady Jane, Lord John e The Mod Male na Carnaby Street, eram destino obrigatório dos jovens.


A revista Time, em sua edição de 15 de abril de 1966, cunhou o termo “Swinging London” consagrando Londres como a capital do estilo e como um centro ativo de cultura jovem, capaz de atrair uma geração inteira do resto da Europa e até dos Estados Unidos, que migraram para lá afim de respirar o ar da liberdade, ouvir música, adaptar-se ao visual "swing" e captar melhor o espírito da época.


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Revista Time - 15 abril 1966 . Via | Madame Hunter


A capa da revista tinha um desenho em forma de colagem com símbolos tradicionais de Londres, como o Big Ben, um ônibus vermelho de dois andares, uma Union Jack (bandeira da Inglaterra) e as Casas do Parlamento. Também incluía os Beatles num Rolls-Royce  The Who, Rolling Stones, algumas meninas de minissaia da Kings Road.


Mary Quant e a minissaia


Mary Quant. Via | Vintage Everyday

Carnaby Street era uma das áreas mais vibrantes da sombria paisagem urbana de Londres e estava constantemente lotada de jovens e eles precisavam de um novo visual que refletisse as mudanças sociais da época. Coube a Mary Quant inovar e definir o estilo, criando a minissaia, roupas com cores vivas, estampas psicodélicas, botas de cano alto e muitos bolsos que liberavam as mãos das meninas que já não precisavam carregar bolsas. A minissaia se tornou um símbolo de um estilo de vida totalmente novo.


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Mary Quant- O novo look do Swinging London. Via | BBC


De sua boutique Bazaar na King's Road saiam as criações que eram vistas nas meninas mais elegantes, nas estrelas do rock como The Who e Small Faces e nas modelos, ícones da época como Jane Shrimpton e Twiggy, Penelope Tree e Pattie Boyd, que se casaria com George Harrison em 1966, ambos usando criações de Mary Quant.


George Harrisson e Pattie Boyd vestindo Mary Quant. Via | Wikipedia

Penelope Tree. Via | Pinterest

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Twiggy- Via | Marie Claire

Mods e Rockers: dois estilos diferentes

 

No início até meados dos anos 60, a cultura jovem britânica possuía duas tribos rivais com estilos diferentes: os Mods e os Rockers. Os Mods tinham traços da cultura beatnik, eram os moderninhos que andavam de lambreta e estavam na moda, adotando o street style do Swinging London e Carnaby Street. O cabelo com franja cortada, o uso de drogas como anfetaminas e música dançante do ritmo R&B, faziam parte do estilo. 


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Mods: Londres 60'. Via | Pinterest

The Who: Mod Style 60' |Via | Pinterest

Small Faces: Mod Style Swinging Sixties. Via | Pinterest

Os Rockers, eram jovens durões britânicos que se inspiraram na cultura da América dos anos 1950, nas imagens de Marlon Brando em "The Wild One" (O Selvagem)  e Elvis Presley. Sua música preferida era rock e eles andavam de motocicleta e usavam jaquetas de couro. Eram rivais declarados dos Mods.


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Rockers: inspirados nos jovens americanos dos anoa 1950. Via | Universo Retrô


The Beatles: Mods ou Rockers?


Os Beatles, nascidos nesta época, são um caso curioso: em 1962, eles exibiam um visual rocker em suas roupas de couro preto e tocavam rock, incluindo covers de Chuck Berry. Em sua passagem pelos Estados Unidos ao se apresentarem no Ed Sullivan Show em 1966, eles estavam no estilo Mod, vestindo ternos sob medida, com o look comportado, que seria a marca da banda por um período.


The Beatles: estilo Rocker. Via | Veja

The Beatles: Ed Sullivan Show - 1964. Via | M Music Mag

Cenas do "Swinging London"


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"Swinging 60' "Via | Vintage Everyday

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Minissaia . Londres 60'. Via | Vintage Everyday

O swinging acabou!

 

Mas nem tudo era festa em Londres. Na década de 1970, com o declínio da indústria e o aumento do desemprego, a alegria e energia contagiantes do Swinging London ficaram para trás. Uma juventude sem esperança, vivendo nos subúrbios londrinos, levantou a voz com o movimento "No Future" (Sem futuro), nascendo daí os Punks, e o estilo trash de roupas rasgadas e sujas, cabelos espetados e muitos piercings. Aos poucos Londres inspirou novamente a moda no mundo. E o estilo punk chegou às passarelas!  Mas aí já é assunto para um novo artigo. É só esperar que vem.


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CRÉDITOS:

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